BIOLOGIA DOS POMBOS


         

 

 

 

 

 

 

 

 

         Possui cerca de 70 cm de envergadura de asa e de 29 a 37 cm de comprimento, com peso entre 238 e 380 g. A alimentação dos pombos adultos que vivem nos campos é constituída basicamente de grãos integrais e pequenos insetos.     

         Já os pombos que vivem nas grandes cidades acabam ingerindo restos de alimentos e resíduos encontrados no chão.

          Os machos e as fêmeas possuem o fenótipo bem semelhante, geralmente cinza claro, com uma mancha púrpura e uma mancha verde na lateral do pescoço. O bico é cinzento e os pés são laranja avermelhados. São aves monogâmicas. Nidificam no verão e na primavera e colocam sempre 2 ovos que são incubados por ambos os pais por um período de 16 a 19 dias. Fazem de 3 a 6 posturas por ano. Seus predadores incluem algumas espécies de aves de rapina, como por exemplo, falcões ou gaviões, corujas e corvos.

          As suas crias e ovos estão mais vulneráveis a felinos selvagens ou gatos domésticos, no caso dos animais que habitam as cidades. São facilmente encontrados em depósitos de lixo e lixeiras procurando restos de alimento. Constroem seus ninhos em locais protegidos de chuvas e ventos fortes, como telhados, parapeitos de janelas e galpões. Em seu habitat natural, constroem seus ninhos em fendas de rochas em áreas montanhosas.

          Algumas características dos pombos-comum como a alta taxa de reprodução e a vasta variedade de alimentação, fizeram com que esses animais se tornassem pragas nas grandes cidades, o que causa diversos problemas. Sua nidificação em telhados e calhas acumula fezes e sujeira, gerando mau cheiro e causando danos às tubulações ao entupir as calhas-de-água.

          A presença dos pombos também pode ser prejudicial à saúde das pessoas, pois suas fezes são um ótimo meio para o desenvolvimento de fungos patogênicos e seus ectoparasitas podem infestar os locais, causando alergias e dermites. Dentre as doenças transmitidas pelos pombos estão:

  • Criptococose: causada pelo fungo Criptoccus neoformans. Provoca reação inflamatória em vários órgãos e tecidos. No pulmão produz lesões podendo ser confundida com tuberculose. Na pele podem aparecer lesões, tais como ulceras e tumores subcutâneos. A contaminação acontece pela inalação dos fungos contidos nas fezes dos pombos.

  • Histoplasmose: causada pelo fungo Histoplasma capsulatum. A infecção pode se manifestar sob formas assintomáticas, benignas (como um resfriado comum), moderadas ou graves. Em caso de infecção grave, pode surgir febre, tosse, dispneia e emagrecimento. A contaminação também acontece pela inalação dos fungos contidos nas fezes dos pombos.

  • Salmonelose: causada pela bactéria Salmonela typhimurium que se aloja no sistema digestivo. Os sintomas são dor abdominal aguda, diarreia, vômito e febre. A contaminação acontece pela ingestão de alimentos contaminados com fezes de pombos contaminadas.

  • Ectoparasitas: causada pelos ácaros Dermanyssus galinae (piolho de galinha) que são frequentes em ambientes rurais. Causam coceira intensa da pele e podem transmitir bactérias como a riquétsia, que por sua vez causa tifo.

          Apesar de transmitirem mais de 50 doenças, os pombos são protegidos pela lei 9605 de 12/02/1998, que determina que maltratar, ferir ou matar estes animais seja crime ambiental e a pena pode variar de multas até cinco anos de reclusão. Para lugares com infestação de pombos é imprescindível pensar no desalojamento desses animais, tendo em vista sua periculosidade. Sendo assim é expressamente proibida a realização da desinsetização (dedetização) e apenas o desalojamento dos pombos.

Medidas de Controle - Desalojamento ou Barreiras Físicas

  • Tratamento Localizado;

  • Fio de Aço (tensionado);

  • Mola de Aço em Espiral (especial);

  • Telas Plásticas;

  • Espículas Plásticas ou Metálicas;

  • Gel Repelente.

          O pombo-comum (Columba livia) ou pombo doméstico é uma ave pertencente à Ordem Columbiformes, Família Columbidae. Assim como os outros membros da Família, o pombo-comum é originário da Eurásia e África. Atualmente possui ampla distribuição graças a sua alta capacidade de adaptação a diversos ambientes, tais como savanas, campos, áreas cultivadas e, inclusive, grandes cidades. É encontrado principalmente em países da América do Sul, como Bolívia, Chile, Peru e Brasil, onde foi introduzido no início da colonização portuguesa.

RESPEITO, COMPROMETIMENTO E TRANSPARÊNCIA 

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